Direto da redação
Mesmo em uma era dominada pela conectividade e pela digitalização dos veículos, o tradicional rádio AM/FM continua sendo um elemento indispensável para os motoristas. Um estudo recente realizado pela Nielsen, em parceria com a iHeart (com dados de maio de 2026), reforça a relevância contínua do rádio no ecossistema automotivo nos Estados Unidos, mostrando que inovar no painel significa agregar novas tecnologias sem remover o que o consumidor já valoriza.
De acordo com o levantamento da Edison Research (“Share of Ear”, referente ao 1º trimestre de 2026 e citado pela Nielsen), o rádio AM/FM representa 55% de todo o tempo de áudio consumido dentro dos veículos.
O número coloca a transmissão tradicional bem à frente dos serviços de streaming, que ocupam apenas 16% do tempo total de consumo de áudio a bordo. Os dados comprovam que, mesmo diante das opções digitais, o motorista não abre mão do rádio.
Além de liderar o consumo de áudio, a presença do rádio no painel afeta o mercado automotivo. A pesquisa da Nielsen com a iHeart aponta que o rádio é o 2º recurso de maior peso na decisão de compra de um carro novo por parte dos americanos.
A exigência fica atrás, apenas, da funcionalidade de integração do veículo com o smartphone.
A análise da Nielsen traz uma mensagem direta para a indústria automobilística: a modernização dos sistemas de entretenimento a bordo não deve substituir as mídias tradicionais. Em painéis cada vez mais digitais, a adição de novos recursos tecnológicos deve somar às opções existentes, preservando o acesso facilitado ao rádio AM/FM.