Direto da redação
O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, declarou publicamente que o senador Flávio Bolsonaro está sendo alvo de perseguição política. A fala, veiculada nas redes sociais e repercutida por veículos digitais, analisa o cenário político nacional sob a perspectiva do equilíbrio de forças no Congresso Nacional.
De acordo com o dirigente partidário, as ações promovidas contra o parlamentar não têm relação com a defesa do regime democrático, mas sim com uma disputa direta pelo poder. Pimenta argumenta que o volume de votos recebidos pelo senador — estimado por ele em cerca de 60 milhões — confere a ele expressiva influência legislativa.
“A perseguição não tem nada a ver com a defesa da democracia. É uma perseguição política”, declarou o presidente do PCO.
Segundo ele, a força política de Flávio no Senado e no Congresso Nacional e a capacidade de articulação para eventuais processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) seriam os principais motivadores dos questionamentos e pressões sofridas pelo senador.
O posicionamento do PCO, uma legenda de extrema-esquerda, chama a atenção no cenário político ao questionar publicamente as motivações das investigações e medidas aplicadas a figuras da oposição, classificando o contexto atual como parte de um “jogo de poder”.
Flávio deixa o Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para os Estados Unidos descumprindo uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia proibido sua saída do Brasil e ordenado a entrega de seus passaportes. De acordo com a Polícia Federal, a viagem ocorreu sem registro nos postos oficiais de controle migratório, o que levou ao cancelamento formal dos seus documentos de viagem. O STF confirmou que as investigações contra o parlamentar por lavagem de dinheiro e evasão de divisas continuam em andamento.
