Coluna: O custo do fanatismo e como a intolerância política destrói o diálogo no Brasil

 

A polarização política no Brasil deixou de ser um simples debate de ideias para se transformar em um ambiente de hostilidade permanente. Militantes dos dois lados do espectro ideológico frequentemente abandonam o diálogo racional para adotar o ataque pessoal, tratando quem pensa diferente não como um adversário democrático, mas como um inimigo a ser destruído. Essa incapacidade de ouvir o outro empobrece o debate público e cria bolhas, sobretudo digitais, onde o fanatismo se sobrepõe à razão.

Esse clima de intolerância traz prejuízos concretos para a convivência interpessoal e para a própria democracia. Relações familiares, amizades e ambientes de trabalho são desgastados por discussões agressivas, alimentadas por discursos de ódio e pela propagação inconsequente de desinformação. Quando a divergência de opiniões passa a ser encarada como uma falha moral do outro, perde-se o respeito básico que sustenta a vida em sociedade e eu tenho visto isso acontece com frequência.

Superar esse cenário exige resgatar a empatia e a maturidade política. Defender convicções de forma firme é um direito legítimo, mas isso não pode significar a anulação do direito do outro de discordar. A reconstrução do tecido social brasileiro depende da capacidade de cada cidadão reconhecer que o contraditório é fundamental para o fortalecimento das instituições e para o avanço do país.

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Estamos discutindo pessoas

Enquanto os reais problemas do Brasil continuam sem respostas e soluções, perdemos tempo discutindo sobre quem é melhor entre Lula e Flávio Bolsonaro, não sobre o país que queremos. E ainda temos que lidar com narrativas e mentiras na tentativa de transformar números em votos.

Destruindo reputações

A fábrica de mentiras e de destruir reputações está a todo vapor no Brasil, distribuindo conteúdo, inclusive gerado com IA, para que aliados compartilhem em seus perfis. A estratégia é causar medo e confusão na população. É assim que “extremistas do bem” querem ganhar a eleição.

Dois pesos?

Se Flávio, filho de JB, está proibido de usar a imagem do pai nas produções de campanha, por que o PT usa? Não deveria ser proibido para todos? Fazem uso irrestrito e fora de contexto em peças publicitárias da campanha do Lula. De certa forma, influencia e induz a uma narrativa.

Você conhece seu candidato?

Eu ouvi de alguém: “o Lula, você já conhece. Mas o Flávio, a gente não sabe quem ele é, na verdade.” Deixa eu falar uma coisa: o Lula de ontem não é o Lula de hoje, que também não será o Lula de amanhã. Não conheço o Flávio. Quanto ao Lula, conhecemos apenas algumas de suas faces

PB

Presidência da ALPB

O Republicanos indicou Wilson Filho para a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba. A indicação foi aprovada por unanimidade por Nabor Wanderley, e deputados eleitos pelo partido. Nas redes sociais, Wilson Filho agradeceu pela indicação.

Apoio a Flávio

O deputado federal Romero Rodrigues, do Podemos, anunciou apoio a Flávio. Ele segue o seu partido em nível nacional, que vai com FB nessa eleição. “O Brasil vive um momento importante de decisão sobre o seu futuro. Como deputado federal, acompanho a posição nacional do partido”.

Apoio a Lula

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, reuniu partidos da base para discutir uma mobilização por Lula no 2º turno. A reunião ocorreu na quarta. Em seguida, LR concedeu entrevista a imprensa e comentou os encaminhamentos definidos durante o encontro. O homem está engajado.

BR

PIX

O Pix ultrapassou 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil, segundo o Banco Central. O sistema reúne cerca de 170 milhões de clientes. O número de chaves, no entanto, não corresponde à quantidade de usuários do sistema.

Segundo turno

A propaganda eleitoral recomeçou nesta sexta com tempo igual para Lula e Flávio. Além disso, haverá 25 minutos diários de inserções, de segunda a domingo. Desse total, 12 minutos e 30 segundos serão destinados a cada candidato. O horário será exibido até 23 de outubro.

Que alívio para esse mulher

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu a progressão para o regime semiaberto a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”. O magistrado considerou o tempo de prisão, remições por trabalho, leitura e aprovação no ENEM. A prisão domiciliar continua.

Apoio no 2º turno: Republicanos

O Republicanos anunciou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro no 2º turno. “Decisão que nasce da voz das urnas”, justificou o partido que no 1º turno optou por neutralidade. Mas Tarcísio de Freitas, reeleito ao governo de São Paulo, foi um dos motivos do apoio da sigla ao candidato.

Apoio no 2º turno: Caiado

O ex-governador Ronaldo Caiado também declarou que anunciará apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno. A legenda ficará neutra na disputa presidencial e os diretórios terão liberdade para escolher quem apoiar.

Apoio no 2º turno: Temer

O ex-presidente Michel Temer anunciou apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno. “Sociedade quer reconexão”, expressou. A próxima etapa do pleito está marcada para 25 de outubro.

Ocorrências

Conforme números da Polícia Militar, a Paraíba registrou queda de 70% nas ocorrências em relação às eleições de 2024. 179 ocorrências foram registradas no último domingo (4). Na última, em 2024, foram 566 ocorrências registradas em toda a Paraíba.

Primeiro turno

No primeiro turno das eleições 2026, o candidato Flávio Bolsonaro liderou em 15 estados do país e Lula em 12. O candidato do PL ficou à frente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil; enquanto o petista liderou em todos os estados do Nordeste e em três da Região Norte.

Abstenção

Mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A abstenção foi de 21,08%, o maior percentual desde 1998. A abstenção no pleito geral tem aumentado continuamente desde 2006, conforme os dados do TSE.

Mundo

Terremoto

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá e causou estragos no sul do país, nesta sexta. O alerta de tsunami foi retirado. O tremor ocorreu em terra, no sul do país, a 12 km do solo, e houve pelo menos seis réplicas. Imagens mostram destruição em cidades perto do epicentro.

Ponto final

“Acuse os outros de fazer aquilo que você faz.” É o que vejo, sobretudo, em parte da ‘extrema esquerda’ nas eleições de 26. Extrema? Sim! Quer “dialogar” impondo sua opinião, usando mentiras e o medo para causar confusão. Só quer seu voto. Depois ignora você por pensar diferente.

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