Quem me acompanha pelo rádio e pelo digital sabe que, no começo do mês de junho, eu me submeti a uma cirurgia urológica/oncológica realizada por meio do Opera Paraíba/PB contra o Câncer, programas do Governo, importantes e necessários, que merecem ter continuidade, sobretudo, pela celeridade e pelo acesso a cirurgias, inclusive robóticas, custeadas pelo SUS.
Meu procedimento foi feito no Hospital Laureano, o ‘hospital da vida´, no 75º ano de sua fundação. Na Paraíba, ele é uma referência tecnológica e faz procedimentos em diferentes especialidades, como urologia, ginecologia e aparelho digestivo; da prevenção a tratamentos contra o câncer, com a devida estrutura e sem abrir mão de uma equipe qualificada, responsável e humanizada.
No estado, em relação a oncologia, a Fundação Napoleão Laureano foi pioneira na aquisição do robô Da Vinci XI, tecnologia de alta complexidade na Medicina, que, operado por médicos especialistas cirurgia robótica avançada, garante maior precisão cirúrgica, de forma menos invasiva e recuperação mais rápida dos pacientes no pós-cirúrgico, desde que sigam as recomendações como aconteceu comigo.
Realmente, passei por uma laparoscopia robótica (radical urológica) e, no pós-cirúrgico, não senti tanto desconforto – apenas o corte maior, feito, inclusive, numa região que favorece para uma melhor mobilidade, exigiu um pouco mais de atenção de minha parte. E eu atribuo os bons resultados à equipe médica que fez estudo de caso e as avaliações necessárias para a utilização do bisturi e do robô.
Em junho, o programa de cirurgia robótica do HNL completou um ano com a marca de 160 procedimentos com auxílio do robô mais moderno do mundo no campo da Medicina, conforme eu consegui apurar. Ao buscar um tratamento, fui acolhido e submetido a um procedimento radical com uso dessa tecnologia, da qual dou testemunho de quanto ela faz diferença no auxílio ao cirurgião e ao paciente.
Logicamente, a plataforma robótica exige qualificação para manipulação/controle do console. O humano, portanto, continua sendo indispensável, afinal, estamos falando de Ciência e lidando com vidas humanas. Ciente disso, destaco o trabalho dos médicos que estudam e aplicam conhecimento nesse recurso, em especial Fábio Martinez, Thyago Vieira e o anestesista Dr. Milton H. Lima, que me assistiram.
Desde a primeira consulta com Dr. Fábio, senti empatia e interesse da parte dele em pôr fim ao que estava me incomodando. Me senti acolhido e à vontade em seu consultório. E isso faz muita diferença para quem vai a um hospital. No dia da cirurgia, nos falamos rapidamente, mas o bastante para eu ficar tranquilo, confiando em Deus e no homem que estaria sendo usado por Ele, por trás do robô.
Enquanto eu aguardava a cirurgia, conheci Dr. Thyago, que se aproximou e puxou conversa sobre o meu caso. Com uma comunicação leve e humanizada, me deixou ainda mais tranquilo. Pedi um favor. E ele, gentilmente, atendeu. Após o procedimento, me visitou na enfermaria. E quando precisei posteriormente, me ouviu e orientou pelo telefone pessoal – mesmo estando em trânsito…
Eu aprendi que atitudes dizem muito sobre as pessoas e que cada um oferece, apenas, o que tem. Como é bom conhecer pessoas inteligentes, e, acima de tudo, vocacionadas e chamadas para promover a cura, que, para mim, começa pela forma como você acolhe, enxerga, fala e se dirige ao seu semelhante, como esses três médicos se dirigiram a mim enquanto paciente.
Como jornalista, eu uso minhas mãos para escrever e contar histórias. Como radialista, faço uso da voz para ler o que foi escrito. Meu texto e a minha voz, também, dão testemunho de médicos que, usados por Deus, usam as mãos com precisão cirúrgica para salvar e preservar vidas, com o apoio do que a tecnologia tem de melhor na Medicina contemporânea.
Além dos médicos que citei, também agradeço e declaro respeito aos demais profissionais da Saúde daquela unidade hospitalar, desde a gestão aos que dão apoio em outras áreas com a devida sensibilidade, considerando as muitas vidas que entram e saem com suas histórias. Durante o tempo que passei internado, refleti, observei bastante e ouvi muitos relatos de superação…
Destaco o trabalho da enfermeira Laisa Gouveia, pela diligência e resolutividade junto aos que a procuram. Foi assim comigo quando fiz um retorno. Cumprimento Edvan e Emerson Andrade, do guichê de atendimento; Adriana, no acesso ao médico e uma senhorinha voluntária que se ofereceu para me ajudar, porém eu não consegui descobrir seu nome. O que todos estes têm em comum? Compromisso, avalio.
Quero agradecer e registrar também o apoio da minha família, que desde o primeiro momento segurou nas minhas mãos. A meus pais, pelas orações e cuidados; à minha irmã Socorro, que mesmo à distância consegue estar perto e esteve comigo; à minha irmã Graça, que me acompanhou em todos os momentos; ao meu cunhado, pela disponibilidade de sempre; à sobrinha Geyse e Igor, pela força. Amo vocês.
Agradeço a Dr. Wellington Oliveira, que se colocou a disposição e me deu orientações; a Raniery e a família Paulino, pela preocupação comigo; Neide e Teotônio, aos queridos irmãos na fé, que sempre procuravam saber de mim – pela atenção e orações; aos colegas de imprensa, especialmente Jean Gomes e Juka Martins, pelo apoio direto, mas também a Kalina, Robenildo, Maria Helena e Ewerton, pelas mensagens…
Sou grato aos doadores de sangue, a enfermeira Ana Maria, pelo profissionalismo; aos meus ouvintes, leitores e seguidores, pelas inúmeras mensagens que me enviaram durante o período em que estive ausente do rádio. Assim como Deus não me deixou só e nem me faltar nada, também me senti lembrado. Uma coisa é certa: as orações feitas em meu favor foram ouvidas.
Fui internado em um domingo e tive alta médica numa quarta. Para mim, diferente de um estúdio de rádio, hospital não é um lugar agradável – a gente só vai quando, de fato, precisa. Contudo, confesso que durante os dias de internação, não me faltou nada, principalmente o que eu mais “temia”: furadas para acessos (risos); nem consegui dormir direito com os pontos no braço, mas isso fazia parte do processo.
Por fim, peço a Deus pelos que dão expediente e fazem plantão, e pelos doentes que, diariamente, procuram o Hospital Laureano em busca de algum tratamento. Que nunca falte recurso para custear as despesas e pessoas interessadas em contribuir financeiramente ou doando tempo como voluntárias.
Gentileza, gera gentileza; e fazer o bem, faz bem e contagia. Como me disse o Dr. Fábio em resposta pelas redes sociais, “a energia do Laureano é diferente”. Saí da minha internação satisfeito e agradecido. Espero que logo a cirurgia robótica seja ampliada e esteja acessível a todos, pelo SUS, conforme suas necessidades.
Daqui para frente, serei acompanhado regularmente. Estou voltando ao trabalho, mas ainda tenho outro retorno médico este mês e o resultado de uma biópsia para receber. Que Deus continua me ajudando. Meu último recado é: cuide da sua saúde, faça exames preventivos, atividade física e mantenha uma alimentação saudável.
Esta coluna é dedicada ao Hospital Napoleão Laureano, com base nos registros que escrevi para publicar um outro artigo posteriormente, com detalhes, sobre o que me ocorreu. No entanto, eu gostaria ainda de fazer um agradecimento ao médico Arlindo Borges e a auxiliar Gilvanete Santana, ambos do Cedc, pela atenção quando precisei.



