O PDT anunciou oficialmente, na manhã desta quarta-feira (12), sua saída da base de apoio ao governador da Paraíba e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP). A decisão foi motivada pela escolha da médica e ex-vice-governadora Lígia Feliciano para compor a vaga de vice na chapa majoritária, definição que ocorreu sem o aval do partido.
Em entrevista à Rádio CBN, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, criticou a condução do processo e afirmou que o nome de Lígia jamais havia sido debatido nos encontros do grupo.
“Em nenhum momento foi discutido, foi colocado o nome de Lígia como candidata em nenhuma reunião. Eles fizeram essa opção e, ao fazê-la, fizeram a opção de não querer o PDT”, declarou Lupi.
“Na verdade, eles que romperam com a gente quando simplesmente ignoraram um nome que, no meu ponto de vista e de toda a classe política, era o mais leve e com futuro mais promissor: o de Rafaela Camaraense”, afirmou o dirigente.
Diante do novo cenário, a direção nacional do PDT busca convencer Rafaela a encabeçar uma candidatura própria ao Governo do Estado. Embora chegue ao pleito em posição de fragilidade política na Paraíba, o partido carrega um trunfo valioso para alianças majoritárias: um tempo de Rádio e TV estimado em 26 segundos e 42 centésimos no horário eleitoral.
Se a postulação de Rafaela ao governo não se consolidar, o PDT já estuda uma rota alternativa: o apoio à candidatura de Cícero Lucena (MDB). Carlos Lupi ressaltou a boa relação com o ex-prefeito de João Pessoa e lembrou a presença ativa da legenda na gestão da capital, onde ocupa cargos na administração e conta com representantes na Câmara Municipal.
Blog do Ikeda/ com Blog do Maurílio Jr.
