7 de junho é Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Existe uma confusão que precisa ser desfeita: quando se fala em liberdade de imprensa, muita gente ainda pensa que o assunto diz respeito, apenas, a jornalistas — uma categoria profissional defendendo seus próprios interesses. Não é assim. Nunca foi. Imprensa livre e independente não é um privilégio de jornalistas, é seu direito também.
A imprensa é o meio pelo qual uma sociedade se enxerga. É o instrumento que permite ao cidadão saber o que os poderosos fazem com o dinheiro público, o que os eleitos decidem em seu nome, o que acontece no corredor do hospital, na sala da prefeitura, no gabinete do deputado, por exemplo. Sem imprensa livre, essa informação se perde ou é substituída por versões convenientes a quem está no poder.
Democracia sem imprensa livre é fachada. Pode ter eleições, pode ter parlamento, pode ter constituição escrita e referendada, mas sem o contrapeso do jornalismo independente, tudo isso tende a se esvaziar por dentro, lentamente, até que não sobre quase nada do que a palavra democracia garante.
O Caderno de Matérias, desde sua estreia, mantém a convicção de que a informação regional merece o mesmo rigor que se cobra do jornalismo nacional. E as pessoas da microrregião de Guarabira, sobretudo os leitores deste blog, têm o mesmo direito à notícia apurada que o leitor dos grandes centros.
Muita coisa mudou, sabemos – a forma como a notícia circula e como a audiência consome informação, por exemplo. Mas há 19 anos, o nosso compromisso com a verdade em cada linha continua firmado com você que, diariamente, faz dessa página uma fonte confiável de informação e opinião.
Este blog cobre política, comunicação, cultura e justiça com a consciência de que informar é um ato que tem consequências na vida das pessoas. Por isso, apuramos antes de publicar, ouvimos os lados; e, quando necessário, corrigimos quando erramos — sem rodeios, porque credibilidade não se compra, se constrói.
Da mesma forma, quando o momento exige, emitimos opinião. E opinião editorial não é falta de isenção — é honestidade intelectual. É dizer, abertamente, o que se pensa, com responsabilidade e coragem, promovendo o debate. O que o Caderno não faz é fingir neutralidade quando algo deve ser dito com clareza.
Em tempos em que desinformação se espalha na velocidade de um clique e em que o descrédito nas instituições — incluindo a imprensa — é alimentado por quem tem interesse em que a população não confie em nada nem em ninguém, fazer jornalismo regional independente é um ato de resistência cotidiana.
Portanto, aposte em quem vai à fonte, em quem questiona e publica o que precisa ser publicado mesmo quando a publicação incomoda. Leia, compartilhe, patrocine – afinal, tudo isso tem custos – e salve este veículo de comunicação entre os seus favoritos.
Neste 7 de junho, Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, reafirmamos aqui o que sempre guiou este espaço: informar com ética, opinar com responsabilidade, e servir ao cidadão — não ao poder. Viva o direito de saber! Viva a liberdade de imprensa!
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