
No episódio 216 do NinjaCast, o secretário de Administração da Paraíba, Tibério Limeira, trouxe à tona um dos temas mais espinhosos da gestão pública estadual: o fim dos chamados “codificados”. Durante décadas, milhares de profissionais da saúde trabalharam para o Estado sem qualquer vínculo formal — recebendo apenas por meio do CPF, sem matrícula, férias, 13º salário ou qualquer garantia trabalhista.
Tibério não fugiu da pergunta e classificou essa prática como uma “excrescência” herdada de governos passados. Segundo ele, apesar da irregularidade do modelo, os trabalhadores cumpriam funções essenciais na saúde pública, o que impediu uma simples demissão em massa.
“Quando assumimos, fizemos um ajuste de conduta. Só entrava um se outro saísse, para evitar o aumento do número de codificados. Depois, o governador João Azevêdo tomou a decisão corajosa de contratá-los como servidores por excepcional interesse público”, explicou Tibério.
O secretário ainda ressaltou que João Azevêdo pagou um preço político por essa medida, enfrentando críticas e tendo até contas reprovadas por resolver um problema estrutural que já vinha se arrastando por diferentes gestões. “Tem gente que vive dizendo por aí que resolveu a questão dos codificados, mas essa pessoa tem nome e sobrenome: João Azevêdo Lins Filho”, disparou.
Na entrevista, Tibério reforçou a narrativa do governo estadual de que a atual gestão tem atuado para moralizar a máquina pública, enfrentando distorções históricas sem prejudicar a continuidade dos serviços essenciais, principalmente na saúde.
Para entender todos os detalhes dessa transição e o impacto político e social da medida, assista ao episódio completo no YouTube do NinjaCast. É mais do que uma entrevista — é um registro de uma virada de página na administração pública da Paraíba. #Política
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